16-02-11

Gentemmmmm

.. um artigo sobre modelos deficientes.

Publicado por: Ricardo Shimosakai..

Grande companheiro, nesta luta por igualdade, direitos e etc :))  e querendo viajar eh somente falar com ele!!

Leia na integra, acessando o link abaixo:

http://turismoadaptado.wordpress.com/2011/02/04/modelos-com-deficiencia-porque-a-pessoa-com-deficiencia-tambem-e-bela/

Samanta Almeida Bullock, nasceu em Osório no Rio Grande do Sul e atualmente mora em Londres, na Inglaterra. Atleta de Tênis em cadeira de rodas, também atua como modelo desfilando e sendo fotografada para diversos trabalhos. É uma das garotas propaganda da We Adapt, uma empresa Portuguesa que produz roupas pensando em proporcionar bem-estar e qualidade de vida às pessoas com deficiência através das suas propostas FashionMe (Casual e “Alta Costura”) e BodyMe. Na verdade, Samanta já modelava e jogava tênis antes de levar um tiro aos 14 anos de idade, que a deixou em cadeira de rodas, então ambas as atividades foram uma retomada de sua vida.

Muitas pessoas sonham em ser modelo. Não muito tempo atrás, uma carreira de modelagem teria sido completamente impensável para cadeirantes. No entanto, graças pessoas corajosas e confiantes como Samanta é que, a percepção negativa dos cadeirantes, que infelizmente ainda existe em nossa sociedade, está mudando gradualmente, como ela explica: “Como modelo, eu estou sujeita a exatamente as mesmas exigências como todas as outras modelos. Em outras palavras, eu tenho que ser muito disciplinada no que diz respeito a minha dieta, tenho que ser ativa, tenho que contar calorias assim como outras modelos e, claro, eu tenho que cuidar da minha aparência.”

No Brasil, já tivemos algumas iniciativas de desfile onde havia a participação de pessoas com deficiência como o desfile “Bela à Vista” que aconteceu em Recife, e teve a participação de 15 modelos com deficiência visual. O Concurso de Moda Inclusiva para pessoas com deficiência, que já aconteceu duas vezes em São Paulo, premiou os melhores looks, criados por jovens estilistas, e que foram mostrados através de um desfile com pessoas de diferentes tipos de deficiência. Um outro desfile invadiu o Salão Negro do Congresso Nacional no Senado Federal em Brasília, fazendo parte da VI Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência.

Superar deficiências físicas e mergulhar no trabalho de modelo é o que a fotógrafa Kica de Castro, proporciona a jovens que sofrem com o preconceito. Ela montou uma agência de modelos para trabalhar com pessoas que tenham algum tipo de deficiência física depois de trabalhar num hospital e centro de reabilitação. “Em 2002 aceitei o convite para fazer fotos científicas em um hospital e centro de reabilitação para pessoas com deficiência física”, contou.

Entretanto, apesar de ter ficado na instituição durante cinco anos, o trabalho não satisfazia a fotógrafa. “Eram fotos muito quadradas, pareciam presidiários. Então comecei a fazer fotos para resgatar a auto-estima das meninas e percebi que elas tinham sonhos”, disse. Kica afirmou que algumas pacientes tinham sonhos de serem modelos, mas sofriam preconceito por terem nascido ou sofrido alguma deficiência física na vida.

Durante o tempo em que trabalhou no hospital e centro de reabilitação, a fotógrafa fez pesquisas sobre o assunto. “Percebi que há muito mercado para modelos com deficiências físicas”. Segundo ela, na Alemanha existe um concurso chamado “A mais bela cadeirante” e na França há uma espécie de reality show para pessoas com deficiência física.

A fotógrafa uniu o útil ao agradável: montou a agência e começou a oferecer as fotos das modelos com deficiência física para alguns amigos empresários. “Como eu já havia trabalhado com campanhas publicitárias, procurei alguns amigos empresários. Mas todos recusavam porque as meninas tinham alguma deficiência. Então comecei a apresentá-las como se não tivessem nenhuma deficiência e todos topavam na hora”, revelou.

O preconceito, desabafou a fotógrafa, é difícil de vencer. “Depois que os empresários ficavam sabendo que as modelos tinha alguma deficiência física, muitos desistiam. Os que continuavam pediam para não dizer que as meninas eram deficientes”, contou. Como isso acabava prejudicando a auto-estima das próprias modelos, a fotógrafa procurou uma empresa da Alemanha. “Eu fotografava aqui e mandava o material profissional para lá. Eu e as modelos éramos remuneradas”, disse.

Muitoooo show..

Obrigado querido, … ainda nos encontramos no Machu Piccho :))

Abraco a todos;

Sam

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